Quando se fala no Titanic, a memória coletiva guarda o navio, o icebergue e as mais de 1.500 vidas perdidas. O que quase ninguém sabe é que houve uma mulher que sobreviveu não apenas ao Titanic, mas também a outros dois acidentes marítimos envolvendo navios da mesma companhia. Chamava-se Violet Jessop. E acabou por ganhar um apelido improvável – a insubmersível.
Nascida a 25 de setembro de 1887, Violet Jessop trabalhava como hospedeira da White Star Line, a empresa proprietária do Titanic.
Em 1911 encontrava-se a bordo do
Olympic quando este colidiu com um cruzador da marinha britânica. O navio não
afundou, mas o acidente foi suficientemente grave para merecer manchetes em
todo o mundo.
Qualquer
pessoa prudente talvez tivesse considerado mudar de profissão. Mas Violet
Jessop continuou a sua carreira no mar. No ano seguinte embarcou no Titanic. Na
madrugada de 15 de abril de 1912, quando o navio embateu no icebergue,
conseguiu entrar num bote salva-vidas e foi resgatada horas mais tarde.
Sobreviver a
um desastre daqueles já seria matéria suficiente para uma vida inteira de
histórias. Mas o destino ainda não tinha terminado com ela.
Durante a
Primeira Guerra Mundial, Violet Jessop embarcou no Britannic, o navio-irmão do
Titanic transformado em navio-hospital. Em 1916, uma explosão provocada por uma
mina afundou a embarcação no Mar Egeu. Mais uma vez, ela escapou com vida.
Desta vez, nem tudo correu bem: ao saltar para a água sofreu um ferimento na
cabeça que só anos depois viria a descobrir ter sido uma fratura.
Três grandes
acidentes. Três navios da mesma família. Três sobrevivências.
Há quem fale
em sorte. Há quem fale em destino. Seja qual for a explicação, é difícil
encontrar outro currículo semelhante. Enquanto milhões de pessoas lembram o
Titanic, poucas recordam a mulher que sobreviveu ao Olympic, ao Titanic e ao
Britannic.
O mar tentou
três vezes. Não conseguiu.
E esta hem!

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