“Se não aprendermos mais nada com esta tragédia, aprendemos que a vida é curta e não há tempo para o ódio.”
No dia 11 de setembro de 2001, há exatamente vinte e cinco anos, o mundo assistiu ao ataque que redefiniu o século: as Torres Gémeas caíram, Nova Iorque ficou suspensa no silêncio e a ideia de segurança global mudou para sempre.
Hoje, olhando para as
guerras que continuam ativas — da Europa ao Médio Oriente — é difícil não
sentir que pouco aprendemos com aquela manhã. A violência repete-se, a
desconfiança cresce, e a humanidade parece continuar presa ao mesmo ciclo de
medo e resposta.
É por isso
que as palavras de Sandy Dahl, viúva de Jason Dahl, piloto do voo United 93 — o
avião que se despenhou, sem atingir o alvo, porque os passageiros decidiram
resistir — permanecem tão necessárias. Ditas no contexto íntimo de uma perda
irreparável, não procuram explicar o mundo, nem oferecer consolo fácil. São
apenas verdade humana, nascida da dor e da lucidez de quem viveu o acontecimento
por dentro:
“Se não
aprendermos mais nada com esta tragédia, aprendemos que a vida é curta e não há
tempo para o ódio.”
Sandy Dahl não fala de política, nem de geoestratégia. Fala daquilo que sobra quando tudo o resto desaba: o tempo que temos, e o que fazemos com ele. No meio de um mundo que parece insistir em repetir os mesmos erros, a sua frase devolve-nos uma clareza simples — a vida é breve demais para ser entregue ao ódio, e longa o suficiente para podermos escolher um futuro melhor.

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