segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

FIDEL CASTRO

A 16 de fevereiro de 1959, Fidel Castro assumiu oficialmente o cargo de primeiro‑ministro de Cuba, consolidando o triunfo da revolução cubana e iniciando quase meio século de liderança política.

Esse momento não foi apenas uma nomeação. Foi a passagem simbólica de um movimento guerrilheiro para um projeto de Estado, e é por esse facto que a data tem tanto peso histórico.

Nasceu a 13 de agosto de 1926, em Birán, Cuba, filho de um proprietário rural. Estudou em colégios jesuítas e depois Direito na Universidade de Havana, onde se aproximou de ideias anti‑imperialistas e marxistas.

Participou em ações contra regimes autoritários na República Dominicana e na Colômbia. Em 1953, liderou o ataque ao Quartel Moncada, fracassado, mas decisivo para o mito revolucionário. Foi preso e depois amnistiado.

Exilado no México, fundou o Movimento 26 de Julho com Raúl Castro e Che Guevara. Em 1956 regressou a Cuba no iate Granma e iniciou a guerrilha na Sierra Maestra. A 1 de janeiro de 1959, Batista fugiu, e Fidel Castro entrou triunfalmente em Havana dias depois.

Liderou a revolução que derrubou a ditadura apoiada pelos EUA e instaurou o primeiro Estado socialista do hemisfério ocidental. Sob o seu governo a educação tornou‑se universal e gratuita para o povo cubano. A saúde pública foi amplamente expandida. O analfabetismo foi praticamente erradicado. A mortalidade infantil atingiu um dos níveis mais baixo do continente americano. Estas conquistas são frequentemente citadas como pilares do seu legado.

Em termos geopolíticos e de soberania, enfrentou o embargo económico dos EUA, sobreviveu a tentativas de invasão como a da Baía dos Porcos, e manteve uma aliança estratégica com a URSS, que culminou na Crise dos Mísseis de 1962, um dos momentos mais tensos da Guerra Fria.

A sua capacidade de manter Cuba independente num tabuleiro dominado por superpotências é vista como uma prova de liderança estratégica.

Fidel Castro possuía grande carisma e capacidade mobilizadora. Era um orador de enorme energia, capaz de discursos de horas, e um líder que inspirava devoção entre apoiantes e temor entre adversários. A sua figura tornou‑se símbolo global de resistência anti‑imperialista.

Foi um líder complexo, admirado por muitos pelas conquistas sociais e pela afirmação soberana de Cuba, e criticado por outros pelo carácter autoritário do regime e pela ausência de liberdades políticas.

Fidel Castro faleceu a 25 de novembro de 2016, em Havana, aos 90 anos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

ABRAHAM LINCOLN

“Se quiser pôr à prova o carácter de um homem, dêlhe poder.”

Abraham Lincoln nasceu a 12 de fevereiro de 1809, no Kentucky, numa família pobre de agricultores. Cresceu em ambiente rural, com acesso limitado à educação formal, mas desenvolveu desde cedo uma enorme curiosidade intelectual. Era autodidata: lia à luz da lareira, copiava textos para os memorizar e formou-se praticamente sozinho.

Mudou-se para Illinois na juventude, onde trabalhou como lenhador, barqueiro, lojista e, mais tarde, advogado. A sua entrada na política foi gradual, marcada por um talento invulgar para o discurso público e por uma visão moral clara sobre a expansão da escravatura nos Estados Unidos.

Em 1860, foi eleito 16.º Presidente dos Estados Unidos, num país profundamente dividido. A sua presidência coincidiu com a Guerra Civil Americana (1861–1865), o conflito mais sangrento da história do país. Lincoln assumiu a liderança num momento de crise absoluta, defendendo a preservação da União como princípio fundamental.

Em 1863, proclamou a Emancipação dos Escravos nos estados rebeldes, gesto que transformou a guerra numa luta pela liberdade e redefiniu o sentido moral da nação. O seu discurso de Gettysburg, breve e austero, tornou-se um dos textos políticos mais influentes da história.

Lincoln foi reeleito em 1864, mas não viveu para ver a reconstrução do país. A 14 de abril de 1865, poucos dias após o fim da guerra, foi assassinado em Washington. A sua morte consolidou a imagem de um líder que, apesar das falhas e hesitações humanas, encarnou a ideia de que a política pode ser um exercício de consciência.

Hoje, Lincoln é lembrado como um símbolo de integridade, coragem moral e capacidade de liderança em tempos de escuridão.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

DINHEIRO VS CONHECIMENTO!

Texto traduzido de: Olawale Kolawole

Muitas pessoas argumentam que um equilíbrio entre dinheiro e conhecimento é fundamental para o sucesso e para uma vida plena.

O dinheiro pode comprar conforto e ser usado para adquirir conhecimento por meio de educação e experiência.

O conhecimento por outro lado pode ser usado para gerar, gerir, tomar decisões financeiras sábias e utilizar o dinheiro de forma eficaz visando o bem-estar.

O conhecimento é um ativo mais fundamental porque pode ser usado para gerar mais dinheiro.

O dinheiro sozinho não garante felicidade ou total ou realização, mas pode melhorar o acesso a um conhecimento e educação melhores.

Você pode ganhar dinheiro, mas o conhecimento vai garantir que ele fique consigo.

Embora ambos sejam poderosos, o conhecimento geralmente é considerado superior ao dinheiro porque o seu conhecimento não pode ser retirado, pode gerar mais riqueza e oferece valores de longo prazo, enquanto o dinheiro é um recurso que pode perder se não for bem administrado.

Dinheiro pode abrir portas, mas conhecimento pode construir novas portas.

Agora assista ao pequeno e fabuloso vídeo clicando no seguinte link:

https://www.linkedin.com/posts/olawale-kolawole-751a3514_money-success-education-ugcPost-7398360525757378560-h_NW?utm_source=social_share_send&utm_medium=android_app&rcm=ACoAAAHLlAkBvOnBrwQv6SvXm7L8PGMqYcw8j98&utm_campaign=share_via  

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

INAUGURAÇÃO DO CANAL DE SUEZ

Há precisamente 156 anos, a 17 de novembro de 1869, era oficialmente inaugurado o Canal de Suez, numa grandiosa cerimónia realizada no Egito, sob o patrocínio do Quediva Ismail Paxá. A obra, idealizada e dirigida pelo engenheiro francês Ferdinand de Lesseps, ligou o Mar Mediterrâneo (Porto Said) ao Mar Vermelho (Suez), criando uma rota marítima direta entre a Europa e a Ásia, sem necessidade de contornar o Cabo da Boa Esperança.

Esta foi uma das maiores obras infraestruturais do século XIX, e um marco de engenharia, com cerca de 160 km de extensão, configurando-se como um símbolo de modernidade e poder imperial. A inauguração contou com a presença de imperatrizes, reis e diplomatas europeus, refletindo o interesse geopolítico na região e transformando o comércio global ao reduzir em milhares de quilómetros as rotas comerciais entre Ocidente e Oriente.

A cerimónia incluiu um desfile naval e um luxuoso banquete. Consta que a ópera Aida, de Verdi, foi encomendada para a ocasião, embora só tenha estreado dois anos depois, em 1871. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

RICHARD BURTON E ELIZABETH TAYLOR

Esta carta foi escrita por Richard Burton para Elizabeth Taylor apenas uma semana antes da sua morte, aos 59 anos, e oito meses após se casar com a sua última esposa, Sally Hay. Durante esse último ano de vida, ele e Liz nunca mais se viram. Mas o amor, esse, nunca partiu.

Elizabeth encontrou a carta em sua casa na Califórnia, quando voltou do enterro de Burton na Suíça.

Eis um trecho:

“Quero saber como estás, ódio meu, meu rosto e minha cruz, sombra e luz, minha pomba e meu corvo…

É domingo à tarde. Eu bebo… Minha solidão é uma casa enorme, vazia e inútil como esta.

Se pudesses responder-me… se ainda não fosse tarde demais para este marinheiro bêbado que deseja voltar ao seu cais…

Tu és como a chuva e a memória, clara e escura, a arma e a ferida, falsa e linda, ardente e fria…

Não há vida sem ti.

Tu és o osso e a veia, turva e clara, a parede e a hera, a erva que beijará minha lápide.

No fundo, nunca nos separamos. E acho que nunca o vamos fazer…”

Quem é capaz de amar assim, mesmo diante do fim?

Quem ainda deseja um amor que resista à ausência, ao tempo, ao orgulho… e até à morte?

Talvez, o verdadeiro amor nunca se vá.

Talvez, alguns corações jamais aprendam a esquecer. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

ELIZABETH CADY STANTON

Há precisamente 210 anos, a 12 de novembro de 1815, nascia em Johnstown, Nova Iorque, Elizabeth Cady Stanton, uma das figuras mais influentes do movimento sufragista nos Estados Unidos, e pioneira na luta pelos direitos civis das mulheres e pela igualdade de género. 

Combinando pensamento político, escrita incisiva e ação pública, tornou-se símbolo da resistência feminina à exclusão legal e cultural.

Educada em casa e depois na Emma Willard School, estudou direito informalmente com o pai, que era juiz. Coorganizou a Convenção de Seneca Falls, em 1848, o primeiro encontro formal pelos direitos das mulheres nos EUA. Redigiu a Declaração de Sentimentos, inspirada na Declaração da Independência, exigindo sufrágio feminino. Em parceria com Susan B. Anthony, fundou a National Woman Suffrage Association, em 1869.

Defendeu não apenas o voto, mas também o direito ao divórcio, à educação e à propriedade para mulheres. Foi criticada por algumas feministas da época pela sua postura radical e por excluir questões raciais em certos momentos. Hoje é reconhecida como uma das fundadoras do feminismo moderno, com impacto duradouro na legislação e na cultura política. Faleceu em 26 de outubro de 1902, em Nova Iorque. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

CLAUDE RAINS

“A dignidade é a única coisa que não se pode fingir.”

Claude Rains nasceu em Londres a 10 de novembro de 1889, e foi um dos grandes atores da Era de Ouro de Hollywood, conhecido pela sua voz inconfundível, presença sofisticada e talento para interpretar personagens ambíguos e intensos. Naturalizou-se cidadão norte-americano em 1939 e deixou uma marca profunda no teatro e no cinema.

Lutou na Primeira Guerra Mundial e ficou parcialmente cego de um olho após um ataque com gás. Era conhecido por decorar não apenas as suas falas, mas todo o guião. 

Tinha uma voz grave e refinada, que se tornou a sua marca registada. Apesar da aparência aristocrática, cresceu em condições humildes e superou uma gaguez na juventude.

Claude Rains foi um mestre da ambiguidade moral no ecrã. Elegante, irónico, por vezes sombrio, mas sempre magnético. A sua carreira é um testemunho da arte de representar com subtileza e profundidade. Faleceu em New Hampshire, EUA, a 30 de maio de 1967. 

FIDEL CASTRO

A 16 de fevereiro de 1959, Fidel Castro assumiu oficialmente o cargo de primeiro‑ministro de Cuba, consolidando o triunfo da revolução cuban...