Letras&ideiaS
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
MARCHA CLIMÁTICA GLOBAL
Há dias em que a humanidade descobre que tem voz. 18 de setembro de 2014 foi um desses dias. Em mais de 150 países, milhões de pessoas saíram à rua para participar na Marcha Climática Global, uma mobilização que não defendia partidos, governos ou ideologias — defendia algo mais simples e mais urgente: o direito ao futuro.
Não houve
líder único, nem manifesto fechado. Houve famílias com cartazes feitos à mão,
cientistas que deixaram os laboratórios, avós que marcharam para memória dos
netos, estudantes que recusavam herdar um planeta em declínio. Em Nova Iorque,
Londres, Delhi, Maputo, Rio de Janeiro, Lisboa, Sydney — cidades tão diferentes
que raramente se cruzam — o mesmo grito ecoou: “Não há planeta B.”
A força deste
dia não esteve na dimensão da marcha, mas na sua natureza. Foi a primeira vez
que o mundo falou ao mesmo tempo sobre o clima. A primeira vez que a crise
ambiental deixou de ser um debate técnico e passou a ser uma exigência humana.
A primeira vez que a urgência se tornou visível, palpável, incontornável.
E, no
entanto, ao olhar para 2026, percebe‑se que aquele grito ainda não encontrou
resposta à altura. O planeta continua a aquecer, as desigualdades ambientais
aprofundam‑se, e a sensação de que estamos a viver numa contagem decrescente
tornou‑se quase quotidiana. Talvez por isso este dia seja tão importante – porque
recorda que a esperança não nasce da espera, mas da ação.
No fundo, 18
de setembro de 2014 não é apenas o dia em que milhões marcharam. É o dia em que
o mundo percebeu que, para salvar o futuro, tem de começar por se unir no
presente.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
VIDAS PARARELAS
Eles viveram vidas idênticas por 39 anos — casaram com mulheres com os mesmos nomes, conduziram os mesmos carros e deram aos filhos o mesmo nome.
Eles nunca se
haviam conhecido. Nem sabiam que o outro existia.
A 19 de
agosto de 1939, em Piqua, Ohio, uma mulher solteira deu à luz gémeos idênticos.
Incapaz de os criar, colocou os dois para adoção quando tinham três semanas de
vida.
Por
coincidência — ou algo ainda mais estranho — as duas famílias adotivas
escolheram o mesmo nome para os meninos: James.
Jim Lewis foi
adotado pela família Lewis, em Lima.
Jim Springer
foi adotado pela família Springer, em Piqua, a apenas 64 quilómetros de
distância.
Os Springer
foram informados de que o outro gémeo havia morrido. Já os Lewis sabiam que
existia um irmão gémeo, mas não tinham qualquer informação sobre ele.
Assim, durante
39 anos, dois meninos idênticos cresceram e tornaram-se homens praticamente
iguais, vivendo vidas paralelas sem qualquer conhecimento um do outro.
Desde a
infância, as semelhanças eram impressionantes:
• Ambos
tinham irmãos adotivos chamados Larry.
• Ambos
tiveram cachorros na infância chamados Toy.
• Ambos
gostavam de matemática e marcenaria, mas odiavam ortografia.
• Ambos roíam
as unhas e sofriam de enxaquecas.
Na vida
adulta, as coincidências continuaram:
• Os dois
trabalharam na área policial.
• Os dois conduziram
Chevrolets.
• Os dois
fumavam cigarros em cadeia.
• Os dois
tinham hobbies como carpintaria e desenho mecânico.
Ambos se
apaixonaram por mulheres chamadas Linda — e casaram-se com elas.
Quando os
casamentos fracassaram, ambos se divorciaram.
Depois, cada
um conheceu e se casou com mulheres chamadas Betty.
Cada um teve
um filho primogénito.
Jim Lewis deu-lhe
o nome de James Alan.
Jim Springer deu-lhe
o nome de James Allan — o mesmo nome, com grafia levemente diferente.
Sem saber
disso, ambos passaram férias no mesmo trecho de três quarteirões de praia perto
de St. Petersburg, Flórida — possivelmente ao mesmo tempo, cruzando-se um com o
outro sem perceber.
Eles estavam
vivendo a mesma vida duas vezes.
Em 1977, Jim
Lewis — que sempre soubera que tinha um irmão gémeo — decidiu procurá-lo. Tinha
37 anos e estava curioso.
Ele entrou em
contato com o tribunal de Ohio que havia tratado da sua adoção e, com ajuda,
conseguiu um número de telefone.
Em 5 de
fevereiro de 1979, ele ligou.
Jim Springer
atendeu.
Após uma
conversa cautelosa, tentando processar o que estava acontecendo, Lewis
perguntou:
“Você é meu
irmão?”
Springer
respondeu:
“Sou.”
Quatro dias
depois, em 9 de fevereiro de 1979, eles encontraram-se pessoalmente pela
primeira vez, após 39 anos.
Quando se
viram, algo pareceu encaixar-se imediatamente. Springer diria depois que sempre
sentiu um vazio até aquele momento.
Ao começarem
a comparar as suas vidas, o espanto só aumentava:
“Tu também
casaste com uma Linda?”
“Tu também te
divorciaste e depois casaste com uma Betty?”
“O teu filho
também se chama James Allan?”
“Tu também
passas férias na Flórida? Em qual praia?”
Cada resposta
confirmava outra coincidência impossível.
A história
espalhou-se rapidamente pelo país. Os gémeos apareceram em programas de
televisão e revistas, tornando-se um fenómeno nacional.
O caso chamou
a atenção do psicólogo Thomas Bouchard, da Universidade de Minnesota, que
estudava o impacto da genética e do ambiente na formação da personalidade.
Os gémeos Jim
eram um exemplo perfeito: DNA idêntico, ambientes completamente diferentes.
Em maio de
1979, Bouchard convidou os dois para uma série extensa de testes: avaliações
psicológicas, exames médicos, testes de personalidade e análises de ondas
cerebrais.
Os resultados
foram impressionantes:
• As suas
pontuações em testes eram quase idênticas.
• Quando
pediram que desenhassem algo sem orientação, ambos fizeram o mesmo desenho.
• Descreviam as
suas enxaquecas com palavras praticamente iguais.
• As suas
ondas cerebrais apresentavam padrões muito semelhantes.
O caso deu
origem ao famoso Estudo dos Gémeos Criados Separadamente, conduzido entre 1979
e 1999, com 137 pares de gémeos idênticos.
Os resultados
mostraram que a genética tem uma influência muito maior sobre a personalidade, a
inteligência e o comportamento do que se imaginava.
Mesmo assim,
pequenas diferenças existiam. Um dos Jim divorciou-se novamente e casou-se outra
vez; o outro permaneceu com a sua segunda esposa.
Isso mostrava
que o ambiente também tem o seu papel, mas a semelhança impressionante entre os
dois reforçava o poder da herança genética.
Após o
reencontro, os irmãos permaneceram próximos, visitando-se regularmente.
Eles não
sentiam que se haviam tornado mais parecidos — sempre foram. Apenas não o sabiam.
A história
dos gémeos Jim levantou questões profundas:
Quanto do que
somos já está escrito em nosso DNA antes mesmo de nascermos?
As nossas
escolhas são realmente livres, ou seguem tendências biológicas invisíveis?
Durante 39
anos, eles acreditaram estar vivendo vidas únicas e independentes.
Então
encontraram-se e descobriram que os seus caminhos haviam sido quase
perfeitamente sincronizados.
Separados ao
nascer. Criados por famílias diferentes. Sem saber da existência um do outro.
E, ainda
assim, ambos se casaram com Lindas e Bettys, deram aos filhos o mesmo nome,
passaram férias na mesma praia e conduziram os mesmos carros.
Trinta e nove
anos de vidas paralelas.
Um único DNA
compartilhado.
E uma história que até hoje faz cientistas perguntarem o quanto realmente escolhemos quem nos tornamos.
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
GEORGE EASTMAN
George Eastman nasceu a 12 de julho de 1854, em Waterville, e cresceu num ambiente onde a disciplina e a curiosidade eram quase sinónimos. Autodidata, empreendedor, inventor, foi ele quem percebeu que a fotografia não tinha de ser um ritual técnico reservado a especialistas – podia ser um gesto simples, íntimo, doméstico. Fundou a Eastman Kodak Company e dedicou-se a transformar a complexidade química da imagem num objeto acessível.
A 14 de setembro de 1888,
registou a patente da marca Kodak e lançou a primeira câmara portátil com rolo
— um cubo de possibilidades que cabia na mão e que prometia: You press the
button, we do the rest. Nesse dia, o mundo descobriu que a memória podia
ser capturada sem esforço, como quem apanha um raio de sol.
Em 14 de
setembro de 1888, Rochester acordou com o seu ritmo habitual — o cheiro
a madeira, o rumor das fábricas, a pressa dos que acreditam que o futuro se
constrói com engenho — sem imaginar que, naquela manhã, um homem estava a
libertar a fotografia da sua própria rigidez. Eastman não era um visionário
teatral – era um artesão da simplicidade. Trabalhou anos para reduzir o peso, o
custo e o mistério da imagem, como quem lima uma ideia até ela caber no bolso
de qualquer pessoa.
Quando a
Kodak foi apresentada ao público, não houve espanto ruidoso — houve um silêncio
atento, quase reverente. A máquina não prometia arte – prometia acesso. E,
nesse gesto, inaugurou uma era em que a memória deixou de ser privilégio e
passou a ser hábito. As famílias começaram a guardar domingos, viagens,
aniversários. Os desconhecidos tornaram-se rostos. Os instantes tornaram-se
história.
Nos anos seguintes, Eastman expandiu a empresa, criou programas sociais para os trabalhadores, apoiou escolas, hospitais, universidades. Era um líder que acreditava que o sucesso empresarial só faz sentido quando devolve algo ao mundo. Talvez seja isso que faz de Eastman um grande líder: ter dado ao mundo uma forma de se lembrar de si próprio. Não deixou apenas uma empresa — deixou um gesto. O gesto de fixar a luz antes que ela desapareça.
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
SANDY DAHL
“Se não aprendermos mais nada com esta tragédia, aprendemos que a vida é curta e não há tempo para o ódio.”
No dia 11 de setembro de 2001, há exatamente vinte e cinco anos, o mundo assistiu ao ataque que redefiniu o século: as Torres Gémeas caíram, Nova Iorque ficou suspensa no silêncio e a ideia de segurança global mudou para sempre.
Hoje, olhando para as
guerras que continuam ativas — da Europa ao Médio Oriente — é difícil não
sentir que pouco aprendemos com aquela manhã. A violência repete-se, a
desconfiança cresce, e a humanidade parece continuar presa ao mesmo ciclo de
medo e resposta.
É por isso
que as palavras de Sandy Dahl, viúva de Jason Dahl, piloto do voo United 93 — o
avião que se despenhou, sem atingir o alvo, porque os passageiros decidiram
resistir — permanecem tão necessárias. Ditas no contexto íntimo de uma perda
irreparável, não procuram explicar o mundo, nem oferecer consolo fácil. São
apenas verdade humana, nascida da dor e da lucidez de quem viveu o acontecimento
por dentro:
“Se não
aprendermos mais nada com esta tragédia, aprendemos que a vida é curta e não há
tempo para o ódio.”
Sandy Dahl não fala de política, nem de geoestratégia. Fala daquilo que sobra quando tudo o resto desaba: o tempo que temos, e o que fazemos com ele. No meio de um mundo que parece insistir em repetir os mesmos erros, a sua frase devolve-nos uma clareza simples — a vida é breve demais para ser entregue ao ódio, e longa o suficiente para podermos escolher um futuro melhor.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
O PRIMEIRO BUG
Toda a gente usa hoje a palavra bug para falar de erros informáticos. É quase um reflexo: quando algo falha, dizemos que “tem um bug”. O que quase ninguém sabe é que o primeiro bug da história… era mesmo um bicho. Literalmente.
A 9 de setembro de
1947, no laboratório onde funcionava o computador Harvard Mark II, os
engenheiros encontraram uma falha num dos relés. Nada de novo — máquinas
falham. Mas quando abriram o painel, descobriram o culpado: uma traça morta,
presa entre os contactos.
O episódio
tornou‑se lendário não pelo erro, mas pela coincidência linguística. Já se
chamava “bug” a problemas mecânicos desde o século XIX, mas nunca ninguém tinha
encontrado um bug tão… entomológico. A equipa colou a traça ao registo técnico
com fita adesiva e anotou: “First actual case of bug being found.” O
humor involuntário estava lá: pela primeira vez, um bug era mesmo um bug.
Há aqui uma
ironia irresistível. Hoje, quando um programa falha, ninguém imagina um inseto
escondido dentro do código. Falamos de bugs digitais, invisíveis, abstratos —
mas o primeiro foi tão físico quanto possível. Um lembrete de que, antes de a
informática ser uma ciência, era uma oficina, cheia de cabos, relés, ruído, pó…
e, pelos vistos, traças aventureiras.
E talvez haja
outra ironia mais subtil: desde esse dia, passámos a culpar “bugs” por tudo o
que corre mal nos computadores. É uma palavra conveniente, quase simpática, que
nos poupa a admitir que, muitas vezes, o erro não está na máquina — está em
quem a programa. O primeiro bug era um bicho. Os seguintes, quase sempre, somos
nós.
O primeiro
bug foi uma traça. Os outros são histórias para outro dia.
E esta hem!
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
GOSTO DE VER NOVELAS, MAS…
No passado via apenas uma novela de cada vez. Era um ritual doméstico, quase disciplinado, como quem segue uma rotina que não exige explicações. Uma história, um elenco, um conflito central, bastava‑me. Contudo, com o aumento da produção nacional nos principais canais televisivos portugueses, dei por mim a seguir duas ou três simultaneamente, como se tivesse descoberto um novo apetite, não físico, mas narrativo, aquele que se instala quando percebemos que as histórias têm um poder aditivo subtil, quase químico, que se infiltra no quotidiano sem pedir licença.
A capacidade viciante das histórias não nasce apenas da
curiosidade, mas da forma como se encadeiam na nossa cabeça. Uma novela não
termina quando o episódio acaba – continua a trabalhar dentro de nós, como se
cada personagem ocupasse um pequeno compartimento mental. Quando seguimos
várias ao mesmo tempo, esses compartimentos começam a comunicar entre si,
criando uma espécie de ruído emocional que nos acompanha ao longo do dia. É
quase uma polifonia doméstica: enquanto cozinhamos, lembramo‑nos da discussão
do casal da novela das nove; enquanto conduzimos, pensamos na reviravolta da outra
que vem a seguir; enquanto tentamos dormir, surge aquela pergunta que não devia
surgir — “será que ela vai descobrir a verdade?”
Mas o mais curioso é que este fenómeno não acontece da mesma
forma com as séries. As séries são organizadas como arquiteturas narrativas:
temporadas curtas, episódios pensados ao milímetro, arcos que se fecham com
precisão quase cirúrgica. São histórias que se consomem com a sensação de que
alguém planeou tudo para que o espectador não se perca. Já as novelas são
organismos vivos, que crescem, se estendem, se adaptam ao público, às
audiências, às circunstâncias. Uma série pode ter três temporadas; uma novela mais
de uma centena de episódios. Uma série é uma casa bem desenhada; uma novela é
uma cidade em expansão.
E é precisamente essa expansão que alimenta a adição. Porque
quando uma história dura meses, às vezes mais de um ano, cria uma relação de
convivência. Não é apenas acompanhar personagens; é viver com elas. A novela
atravessa estações, feriados, mudanças de humor, semanas boas e más. E quando
seguimos várias ao mesmo tempo, essa convivência multiplica‑se, como se
tivéssemos várias famílias ficcionais a ocupar o mesmo espaço na nossa cabeça.
Até que chega um momento em que percebo que não estou apenas
a seguir histórias — estou a ser seguido por elas. Elas perseguem‑me, encostam‑se
ao meu dia, pedem atenção, exigem continuidade. E eu cedo, claro. Porque há
algo de irresistível na forma como as novelas se prolongam, como se recusassem
a deixar‑nos ir. Uma série termina e ficamos livres. Uma novela termina e
ficamos órfãos.
Gosto de ver novelas, mas… há um ponto em que o prazer da
história começa a disputar espaço com uma inquietação mais funda. Porque, ao
seguir duas ou três ao mesmo tempo, percebo que não estou apenas a consumir
ficção: estou também a absorver um conjunto de mensagens que, mesmo sem
intenção explícita, moldam comportamentos, normalizam hábitos, insinuam ideias.
E é aqui que entra a tal responsabilidade social que raramente é discutida —
aquela que se esconde nos detalhes, nos gestos repetidos, nos objetos que
aparecem em cena como se fossem parte natural da paisagem.
Um exemplo claro é a novela A Madrasta, da TVI, que
sigo diariamente. A história, por si só, já é um laboratório de tensões: uma
família corroída pela intriga, pela falsidade, rodeada de amigos interesseiros
que orbitam em torno do poder e do dinheiro. Até aqui, nada de novo — as
novelas sempre gostaram de famílias disfuncionais, de segredos mal guardados,
de alianças que duram o tempo de um copo pousado na mesa. O problema nesta
novela é precisamente esse copo. Porque há sempre um, em quase todas as cenas, divisões
e circunstâncias.
Na sala, há bebida. Na biblioteca, há bebida. Nos gabinetes
da empresa financeira, há bebida. E não é apenas presença decorativa: é consumo
ativo, constante, quase ritualístico.
Os personagens afogam-se em álcool com a mesma naturalidade
com que respiram. Não há reflexão, não há consequência, não há sequer um
momento de desconforto. A bebida surge como um bálsamo imediato, um calmante
emocional, uma espécie de terapia líquida que atenua tudo: discussões,
frustrações, revelações, silêncios.
Esta normalização do álcool é uma mensagem subliminar
poderosa. Mesmo indo para o ar num horário fora das restrições legais impostas
para a publicidade, a novela cria um imaginário onde beber é tão natural como
conversar. Onde o álcool é sempre acessível, sempre presente, sempre útil. Onde
a ideia de que “um copo ajuda” se infiltra sem resistência.
Gosto de ver novelas, mas… há um ponto em que a ficção deixa
de ser apenas entretenimento e passa a ser também influência. E, por isso
mesmo, as produtoras têm de reconhecer que cada copo em cena, cada gesto
repetido, cada normalização silenciosa carrega uma responsabilidade social
real. Não se trata de censura, mas de consciência: quem constrói histórias
constrói também referências. E, num país onde tantos procuram nas novelas um
espelho do quotidiano, é urgente que esse espelho não distorça aquilo que devia
proteger. As narrativas podem ser aditivas, sim, mas que nunca o sejam à custa
de valores que merecem ser cuidados.
“A responsabilidade
é o preço da liberdade.”
Elbert Hubbard (escritor, editor, filósofo e empreendedor cultural norte‑americano)
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