segunda-feira, 12 de outubro de 2026

NEWSLETTER 41/2026

Resenha da Semana

Há momentos em que a mudança deixa de ser uma opção e passa a ser uma condição para seguir em frente. Esta semana ofereceu-nos dois exemplos disso, em escalas muito diferentes.

No plano internacional, os alertas relacionados com as alterações climáticas voltaram a ganhar força, sobretudo pela intensificação do El Niño no Oceano Pacífico. Entre conferências, relatórios e avisos sobre este e outros fenómenos extremos, a mensagem foi clara – o desafio já não consiste em convencer o mundo de que o problema existe, mas em encontrar a capacidade coletiva para agir sobre ele. Durante demasiado tempo, a discussão centrou-se nas promessas. Agora, começa a focar-se nos resultados.

Em Portugal, a atenção continuou voltada para a Seleção Nacional e para as consequências do abandono de Cristiano Ronaldo. Entretanto, a equipa somou novas vitórias e Jorge Jesus reafirmou que o futuro da Seleção não depende de um único jogador, por maior que tenha sido o seu contributo. Ao mesmo tempo, manteve aberta a porta ao regresso daquele que continua a ser uma das maiores referências da história do futebol português.

Entre a urgência de adaptar sociedades inteiras a uma nova realidade climática e a necessidade de adaptar uma equipa a um novo ciclo competitivo, a semana recordou-nos uma verdade simples – a mudança pode ser desconfortável, mas a alternativa de não nos adaptarmos é ficarmos para trás. E a história raramente espera por quem escolhe permanecer imóvel.

 

E esta hem!

Errar é humano. Reconhecer o erro é geralmente visto como um sinal de humildade. Mas nem todos os reconhecimentos significam a mesma coisa.

Depois de abandonar a concentração da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo veio assumir através de um comunicado, que a sua decisão foi errada e chegou mesmo a pedir para ser castigado pelo seu ato.

À primeira vista, o gesto parece encerrar o assunto. Porém, a verdadeira humildade não se mede pela capacidade de reconhecer um erro depois de este produzir consequências. Mede-se pela capacidade de colocar o interesse coletivo acima do orgulho pessoal antes de o erro acontecer.

Talvez por isso o episódio continue a gerar debate. Porque a assunção do erro corrige o gesto, mas não apaga a mensagem transmitida. Os líderes são menos julgados pelas palavras que proferem depois dos acontecimentos, e mais pelos exemplos que dão quando enfrentam a contrariedade.

 

Não sou eu que digo

Durante a Climate Week realizada em Baku, vários responsáveis políticos e especialistas discutiram a necessidade de transformar compromissos climáticos em resultados concretos. Um dos momentos mais marcantes surgiu com a intervenção de Yalchin Rafiyev, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão e principal negociador climático da COP, ao defender que o mundo entrou numa nova fase do debate climático.

"Estamos a entrar numa nova fase da diplomacia climática. A questão central já não é aquilo que prometemos. Cada vez mais, é aquilo que entregámos. É por isso que a transparência não é um fim técnico do processo climático; é uma ponte entre a negociação e a implementação."

 

Frase da Semana

"As pessoas podem ouvir as suas palavras, mas acreditam no seu exemplo."

— John C. Maxwell (autor e especialista em liderança, norte-americano) 

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