Em 20 de outubro de 1910, o núncio apostólico, representante diplomático da Santa Sé em Portugal, abandonou Lisboa. Este gesto simbolizou o rompimento oficial das relações diplomáticas entre o Vaticano e o novo regime republicano.
Após a Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910, que pôs fim à monarquia constitucional portuguesa, o clima político e religioso estava profundamente alterado.
A Primeira República, fortemente influenciada por ideais laicas e
anticlericais, iniciou uma série de reformas que visavam reduzir a influência
da Igreja Católica na vida pública. Entre elas, destacavam-se a separação de poderes entre
Igreja e Estado, a expulsão de ordens religiosas e a nacionalização de bens e
propriedades eclesiásticas.
A saída do núncio marcou o início de um período de forte tensão entre o Estado português e a Igreja, que só viria a ser parcialmente resolvido com a assinatura da Concordata de 1940, já durante o Estado Novo.

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