quarta-feira, 12 de agosto de 2026

THOMAS MANN


“A tolerância torna possível a convivência; a verdade torna possível o respeito.”

Thomas Mann, romancista alemão nascido em 1875 e falecido a 12 de agosto de 1955, foi uma das vozes morais mais influentes da literatura europeia do século XX. A sua obra, marcada por uma atenção rigorosa às tensões entre indivíduo e sociedade, sempre procurou compreender como se constrói uma vida ética num mundo em permanente conflito. 

A frase “A tolerância torna possível a convivência; a verdade torna possível o respeito” condensa essa visão: a convivência exige abertura, mas o respeito exige coragem — a coragem de dizer, ouvir e sustentar a verdade.

É precisamente essa dupla exigência que ressoa no 12 de agosto, dia em que Mann é lembrado e em que também se celebra o Dia Internacional da Juventude. A coincidência não é apenas cronológica: é simbólica. A juventude, enquanto força que questiona, renova e desafia, precisa tanto da tolerância que permite o encontro como da verdade que funda relações autênticas. Sem tolerância, não há espaço para crescer; sem verdade, não há estrutura para permanecer.

Lida hoje, a frase de Mann funciona como um lembrete discreto de maturidade cívica: tolerar não é relativizar, é acolher; dizer a verdade não é ferir, é clarificar. E quando estes dois gestos se encontram, a convivência deixa de ser apenas possível — torna-se digna. É essa dignidade que o 12 de agosto procura celebrar: a capacidade de construir futuro com respeito, lucidez e coragem.

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